domingo, 12 de fevereiro de 2012

A bailarina de Degas


Em 1881 quando Degas exibiu sua bailarina, foi um escândalo na sociedade parisiense, queriam manda-la pra o museu de zoologia ou de anomalias humanas, consideravam a escultura com olhar obsceno, o formato do rosto foi comparado aos piores bandidos e assassinos daquela época.

O artista levou para dentro dos salões de arte um espécime de olhar atrevido, moldado em cera e composto de tecido e cabelo humano(materiais inéditos e considerados vulgares), retratava de forma crua, uma jovem esquálida, de aproximadamente 14 anos de feições não nobres.

O artista escandalizou quando mostrou de forma realista e nua a hipocrisia dos poderosos que ao financiavam as artes dos balés se beneficiavam com a prostituição infantil das bailarinas.

Mais de 130 anos depois no sul das Américas, crianças esquálidas, de semblantes morenos, com menos de 14 anos são leiloadas para satisfação do turismo sexual dos europeus. São pequenas bailarinas e malabaristas de instrumentos torpes, são dançarinas da quadrilha dos poderosos degenerados.

São nossas pequenas meninas, de olhares atrevidos.

Por: alan marques

situação

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

amo também as pessoas

Os donos do pedaço



Há  11 dias dirigindo em ribeirão preto, tive que me guiar por um código de trânsito desconhecido e “sui generis”; esquecer tudo o que tinha aprendido em mais de 30 anos de posse da carteira de habilitação e reciclagem às atuais regras do sistema de trânsito brasileiro.
Em canto algum tenho lembrança de ver um guarda de trânsito, em vários lugares que percorri e diversos momentos do dia ou da noite.
Quem manda no trânsito são dos motoristas das motocicletas, ou melhor,  os “malabaristas  das motos”, os distintos condutores cortam os carros pela direita, pela esquerda e se bobear pelo meio, não respeitam os semáforos, se você diminui a velocidade á procura de um endereço, eles buzinam, fora  a enxurrada de palavras de baixo calão.
Fazem gracinhas na direção, andam em alta velocidade, superior a permitida por lei, não respeitam pedestres nem as faixas.
São verdadeiramente os donos do pedaço e protagonistas da maioria dos acidentes envolvendo outros condutores  e pedestres.  
Falta de respeito, consideração e humanidade no trânsito são títulos não garantidos por lei, porém infrações no transito deveriam ser punidas.
Deixo meu protesto ao sistema de trânsito de Ribeirão Preto, à guarda municipal, à policia militar e ao Prefeito.