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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Experências Lindas 2



OBS: são experiências com pacientes portadores de sofrimento mental durante tratamento no Centro de Atenção Psicossocial de Monte Sto. de Minas

Sou SLN nasci em Monte S. de Minas

Tenho 37 anos

Meu Pai é LMN

Minha filha é M

Sou aposentado

Pago pensão

5 min. Depois

Sou SL nasci em Monte S. de Minas

Tenho 37 anos

Meu Pai é LMN

Minha filha é M

Sou aposentado

Pago pensão

10 min. Depois

Sou SL nasci em Monte S. de Minas

Tenho 37 anos

Meu Pai é LMN

Minha filha é M

Sou aposentado

Pago pensão

15min. Depois

Quem eu sou mesmo?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Mercadoria de Luxo (por eneida marques)

furtado.jpg



Pois é, fico até constrangida em escrever em um blog tão chique, 


tão  preocupado com questões estéticas enquanto eu, cada vez mais,


enquanto envelheço, volto-me para o que há de essencial nas coisas -


esteja exposto ou não, seja claro ou escuro, bonito ou feio.


 



Algo sobre o que andei pensando foi o roubo - e posterior resolução,


 pela polícia - dos quadros do Masp, ainda bem! Quando aconteceu, eu


tinha acabado de ver em dvd o filme ' Saneamento básico' do Jorge


Furtado( que aliás recomendo) E nesse filme somos confrontados


 com aquestão: o que é mais importante, termos produtos da cultura


ou termos sanamento básico, neste país?


 



Quando soube que os quadros  foram roubados do MASP, tive a


sensação dolorosa de que havia perdido um amigo, parente...alguém


muito querido.  Pois bem, mais  tarde, ao ser (pseudo?) informada


sobre os detalhes e circunstâncias do roubo e de como foi a sua


 resolução e, ainda, poder prever de até onde irão as prisões, achei que


algo assim só poderia acontecer aqui mesmo. Assim como aquela tela


do trabalhador só poderia ser do Portinari e o fato de o próprio Masp


 ser o filho dileto do Chateaubriand e ter sido erigido sobre os despojos


 de uma guerra...Uma coisa está visceralmente ligada à outra: nós só


  temos os produtos culturais que temos porque temos o esgoto que


temos....Fico com pena dos ladrões que agora estão presos: como o


 lavrador de café, foram apenas instrumento para que alguns poucos


possam fruir de uma arte cada vez mais "privada", objeto de ecoração,


 mercadoria  de luxo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

art decô e Tamara de Lempicka







tamara_adaoeva4nus.jpg




Art Decô (Arte decorativa)
Sucessor do Art Nouveau (Arte Nova), o Art Decô é considerado o mais popular de todos os estilos.
O Art Decô manifestou-se sem limites em todo o mundo.
Nos anos 20, nos Estados Unidos, o Art Decô conviveu com o jazz, com o Charleston, com Fitzgerald, com o crack da bolsa de New York.
Na França, estilistas escandalizaram a França e a Europa encurtando as saias acima do joelho.
Na Alemanha o Art Decô foi levado às ultimas conseqüências torno-se o estilo que os designers alemães queriam para massificar e popularizar o desenho industrial.
Marcado por duas grandes guerras, 1914 – 1918 e 1939 - 1945, no meio desta ebulição de inspiração e arte, encontramos a artista plástica Tâmara de Lempicka. Figura musa do decô.
Vamos ser pertinentes com este Blog... Ela foi um anjo torto no Art Decô.

Tamara de Lempicka
Nasceu em 1898 na Polônia. Casou-se com um milionário russo. Em 1918 foge da Revolução Bolchevique para Paris, onde Maria Gurwik-Górska encontraria seu verdadeiro destino. Adota um novo nome – 'Tamara de Lempicka', tornando-se discípula do pós-impressionista Maurice Denis e do neocubista André Lhote. Do primeiro, herdará o colorido brilhante e sólido; do segundo, o desenho geométrico e a maneira de decompor os volumes.
Se tornou rapidamente personagem do circuito das artes dos 'années folles' da Paris nos anos 20, retratando a vida mundana e membros da nobreza.
Em 1925 já era famosa por seus casos extraconjugais, liberdade sexual, bissexualidade e pelo sucesso de suas exposições individuais.
Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos.
Bela, emancipada, moderna e escandalosa, personagem das noitadas nova-iorquinas e dos salões parisienses de Arte, Tamara de Lempicka encarnou a 'folia' dos 'anos loucos' – as décadas de 20 e 30 do século passado. Poderia notar em sua companhia celebridades como Greta Garbo, Picasso e outros da época. Eram esplendores que camuflavam o abuso de cocaína, a depressão, as dificuldades nas relações familiares e, por fim, a solidão.
Em 1962, para de pintar, em 1978 muda-se para Cuernavaca, no México, aonde viria a falecer, em 1980.
Conforme expresso em seu testamento, suas cinzas foram dispersas, pela filha Kizette e o Conde Giovanni Agusta, sobre o vulcão Popocatepetl.

O Art Decô teve seu revival, voltou a ser moda nos anos 70 e 80.


Uma coisa me surpreende, a maioria dos artistas mais conhecidos, poderíamos mencionar vários, com raras exceções, viveram na miséria mal conseguiam vender suas obras... morreram doentes, alcoólatras, viciados, loucos e na miséria em que sempre viveram.
Tamara de Lempicka nasceu na riqueza, viveu na nobreza, foi bem sucedida, vivia rodeada por ricos e celebridades da época, teve todos os homens e mulheres que desejou.
Morreu solitária, depressiva e desejou que suas cinzas foram colocadas em um vulcão mexicano.
Imagino que o desejo esteja ligado ao fato de que os vulcões são indomáveis e são veículos de renovação da terra do planeta.
Apesar da situação paradoxal, vejo um sentimento comum entre aqueles ... desde Michelangelo, Van Gogh, Alejadinho e poderíamos pensar em cazuza, Torquato Neto e tantos outros que povoaram esse planeta, a insatisfação da criação .. Sempre procurando a criatividade maior, a Monalisa de cada um.
Será que por esse motivo foram geniais. Procuravam o prazer desenfreado como quem procura saturar o desejo de serem plenos.
Muitos se perderam na busca atroz de encontrar a perfeição absoluta e o estado de sublimação de seres humanos. E nós o que procuramos, acho que jamais serei um artista... me satisfaço com o simples fato de ser.

tamara_2filetesconfi.jpg