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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fevereiros

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Me perco no


Rosnar da dor.


Destino humano.


Achar


O sentido do prazer.


Dias chuvosos.


Água espalhada no banheiro,


Descansar na sala sem sofá.


Me achar


E rachar de rir.


O destino me trouxe você


E você descansou em mim.


 


 

domingo, 16 de novembro de 2008

mesa de chá




  

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Ainda era madrugada


O velho ainda não dormia


Pensava no vento, na lanterna vermelha que tremulava na varanda


Presságio ! uma visita...


acender o fogo.


Encheu-se de ânimo,


cambaleou até o fogão a lenha.


As brasas adormeciam no frio.


Um sopro.


e uma chama abotoou no graveto de lenha


tempo, vento, vapor...


o coração doía, 


tirou a poeira do serviço de chá.


já era madrugada


e o velho ainda não dormia ...


apenas uma xícara suja ficou esquecida na mesa.


 


 

sábado, 12 de julho de 2008

Pesoa


 


A poesia é triste


A poesia existe.


Quando o poeta é feliz


A poesia peca.


Quando tudo arde de paixão


Sinto as palavras irem para longe.


Já dizia Pesoa


Só existe poesia na angústia


Desculpe-me poeta maior


Que morra a poesia


Estou feliz com meu amor

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mãe


fabricar o ser, torna o vínculo anímico.


o desconforto


dores


são esquecidas no momento da troca dos olhares


entre a cria e a criadora.


no meio de porcarias, cheiro desagradável, choros intermináveis,


noites mal dormidas e a insegurança da criação, 


nasce a correspondência e a cumplicidade dos dois seres.


amor materno.


o homem


traz em si  a  invídia natural  o vazio maternal,


jamais algo tão intenso, irracional, imortal, atemporal


irá somar.


o quanto igual a você eu queria ser, eu queria ter.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

desculpe em !!!!


 


Desculpem a ausência, mas foi providencial


balanço total,


parar com tudo e  meditar


foi a solução encontrada.


de repente a gente acorda do nada


perde tudo... até o chão.


questiona, pensa e pensa.


o que fizemos com nossos dias?


anos?


investimento profissional ...


investimento sentimental  ...


investimento humano ...


sou do século passado e ai ?


me senti a cigarra ( aquela da fábula) fumando cachimbo.


começar de novo, do começo.


batalhar o pão de cada dia


tarde?


talvez


mas necessário.


Puta merda ... como doeu e que MEDA !!!!  


insegurança   da porra   ...


senti perdido...


aposentado sem aposentadoria


MASSSSSSSSSS


sou protegido por arcanjo do bom.


salve miguel, jorge, expedito, josé e maria e  o menino azul dourado.  


Tudo se arranjou.


 


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Antínoo


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Atínoo-M. do louvre

  • por Marguerite Yourcenar uma obra de literatura-arte dos anos 50, por Adriano, imperador romano, o mais  amado, a tal ponto que o transformaria em um deus, referenciado pela humanidade até os dias de hoje.

  • pelo próprio Antínoo, a total doação.

  • por Édouard-Henri Avril, a inspiração erótica.

  • por Fernando Pessoa, a poesia.

  • por Roma, a alavanca para o progresso das artes, arquitetura, das leis e do imperio.

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 Para constatar a genialidade da obra de Yourcenar, em Memórias de Adriano,um misto de pesquisa histórica romanceada, ficção e realidade, somos convidados a viajar pela vida da autoraMarguerite, sobrevivente de uma paixão impossível por um homem que gostava de outro homem (1936), encontrou e amou Grace Frick(1937), americana, na casa de quem já havia passado um longo inverno. Instala-se em companhia de Grace Frick na solidão da ilha de Montes-Desertos (Maine-EUA), torna-se cidadã americana em 1947. Começa a escrever o romance Memórias de Adriano em 1949 e o termina em 1951, no livro “Ela evoca um homem que constrói sua felicidade “como uma obra-prima”, mas que a paixão pelo belo Antínoo (ou Antínous) e a dor de sua perda vão transformar numa vertigem de imortalidade a glória do ser amado.”A questão é: A obra retrata o momento da autora, inspirada pelos acontecimentos de sua própria vida amorosa, ela se auto-exilou com sua amada Grace em uma  ilha americana,  como se protegesse  a relação dos olhos maliciosos  e do preconceito do  resto da humanidade, na obra, ela foca Roma de Adriano, que foi  antecedido por vários imperadores conhecidos pelas urgias e erotismo que compunham suas vidas amorosas, relata com quase inocência,com total sensibilidade e categoria literária, o amor homossexual de Adriano eAntínoo. O livro nos traz o otimismo de Adriano em administrar o império como um filósofo grego, proporciona a evolução das leis que passaram a dar  direitos às mulheres e amenizava o tratamento  do séqüito de escravos palacianos, era adepto a paz e a conversação com os adversários, fundamentou o sistema educacional para os romanos, era adepto das artes  e de inovações arquitetônicas. Toda a sensibilidade que Adriano utilizou para a evolução administrativa do império foi como uma  reverência ao amor que vivenciou a cada momento da  historia, sem se incomodar com as intrigas da corte e tem o desfecho final a  relação com Antínoo, o mais amado de todos  e a desgraça que gerou sua morte. 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Expurgo do tempo

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preciso de horas,


deitar e ouvir


o cochicho do tempo,


sentir,


sem chorar,


voltar.


pegar o ar com a boca


e falar,


dissimular a dor,


abrir o passo,


entrar,  


beber,


e compor


versos,


mesmo que sejam tarde.


ainda vou ver


a claridade da aurora


nascer


do tumulto ridículo de ser


um dia


de cada vez.


 


 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Retrato


segredos.jpg

eram pontos escuros salpicados no branco do papel.




as imagens já desmaiadas,


não apresentavam formas definidas.


a lembrança desata o nó,


da infância a juventude,


o tempo encorajou,.


a inocência se perdeu,


o vento ressecou,


o amor maltratou.


onde está o olhar


iluminado como manhã de sol?


perdido de nunca ter,


nublado de tanto ser,


guardado de nunca estar.


se Deus me desse poder,


faria renascer o querer,


só para ver


como pássaro voar.



segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Delírio da alegria

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 não paro de ouvir
que tudo que escrevo é melancólico,
fazer algo up é o plano.
inalar o riso dos tristes,
desatar de tanto rir,
 estar numa boa é
comprar Q.boa no empório,
chegar perto Ozório,
ouvir piada no velório,
fungar na nuca do Juca,
não pagar a conta nunca,
ouvir a voz da wanderléia,
comer geléia com o dedo sujo,
tirar o mofo da puta,
dizer que nunca houve outra igual.
mas pra que rir tanto?
logo
Contar a conta no vermelho do banco,
misturar com eunucos sem ficar puto,
mover oceano de merda
para chegar na frente do pior e
dizer adeus.


terça-feira, 27 de novembro de 2007

meu colo

rodin “Obeijo”


    rodin “Obeijo”


você chegou com cheiro do mato 


tardou aconchegar no meu colo


fez  meu corpo seu lugar.


ilumino  sua chegada.


com você


volto o tempo


salgo o café


ponho doce na carne  


sua voz me faz arrepiar


perco completamente o pudor 


entorno de prazer


molho na  sua vontade.


Com  medo do amanhã


seu segredo é velado


esconde embaixo da cara


liberta o sorriso


a pele fica feliz.


adoro seu moço amor.  


sábado, 17 de novembro de 2007

teu pé

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 acariciar-lo é como voltar de longe


é estar perto do absoluto.


senti-lo.


tocar com os  lábios


por entre dedos  e curvas.


roçar a língua


sentir o frio da carne.


acender a fogueira.


medir a perfeição do contorno.


contemplar.


degustar o tesão.


palpar sua ira


proporcionar o descanso do dia tenso


pegar no colo


é quase orgasmo  .