A mata pariu no meio do seio vermelho
iluminado dia de outubro que trouxe para mim ?
foi a brisa que caiu da árvore molhada de rio
verteu para o meu peito temperado de rosa
veio com os pés quentes de menino dourado
aqueceu minha nuca gelada
de neve da solidão
mexeu com meu sangue
ardeu o meu sexo
regou minha vida
fez-se verde
terça-feira, 17 de junho de 2008
Verde
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Quando me encara com essa boca
fico azul amarelado
me acompanha por entre a multidão
e eu só solidão
escoro na parede molhada
encurto o caminho da volta
vou desvirtuando a noite
por entre as gargalhadas da rua
chuto o cão e viro a lata
dou graças e te perdôo
mais uma vez.
Queria a tua distância
que me violenta e me castra
da felicidade
do encanto
de ter sua boca
que me encara e não suplica.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
retornável e descartável
retornar um dia seria um erro.
retornar é voltar e sentir de novo
o cheiro da flor, o travo da jabuticaba verde
o mistério de caçar casulo
andar descalço no quintal de pedra
e sentir a dor da picada de abelha no pé
retornar é ressurreição
é restauração de coisas que foram ruins
das pancadas na cabeça, das migalhas da sua mesa.
retornar é sentir sede e a garganta seca
é se perder até não poder
é suar de tesão no meio do bambuzal.
retornar é voltar a ter medo
de cá do muro
ornado da cruel tortura
da idade infame.
retornar é ouvir o eco do berro
do xingo
dos meninos da escola.
retornar é arrancar a ruga
é não querer voltar nunca.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Mãe
fabricar o ser, torna o vínculo anímico.
o desconforto
dores
são esquecidas no momento da troca dos olhares
entre a cria e a criadora.
no meio de porcarias, cheiro desagradável, choros intermináveis,
noites mal dormidas e a insegurança da criação,
nasce a correspondência e a cumplicidade dos dois seres.
amor materno.
o homem
traz em si a invídia natural o vazio maternal,
jamais algo tão intenso, irracional, imortal, atemporal
irá somar.
o quanto igual a você eu queria ser, eu queria ter.
Trapiches chegou e arrasou
O n° 1 da TRAPICHES, a revista eletrônica sobre arte e cultura do Projeto Macabéa já está pronta, navegar pelas 22 matérias, dividas pelas seções: Grãos, A Granel, Boneca de Pano, Olho Mágico, Secos e Molhados, Presentes Finos e Perfumaria é ouro puro,entrevistas, crônicas, contos, poemas, críticas, etc... E ainda tem o Extrapiches, que traz – Cais - sempre com uma seleção de 10 blogs indicados pela Revista. Aproveite e inscreva-se no 1° Concurso Literário e mostre seu talento.
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Por quê?
no silêncio a infância dorme.
respira a indiferença do mundo.
ouve-se apenas o ronco
vem das entranhas.
nenhum grito acordou a justiça humana.
Uma vítima
do poder, do consumismo perverso
do egoísmo
floresce no canteiro da gaia.
seu destino não é crescer.
poucos notam. ninguém reclama.
todos preocupam com o brilho do céu.
algo mudou de cor.
nota: Nada contra os cachorros, pelo contrario amo esses bichos, mas o que a frança e os EUA gastam com ração para cachorro por ano daria para matar a fome de todos os humanos do planeta que vivem em extrema pobreza. (UNESCO/2000) Tem alguma coisa que está errada.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
desculpe em !!!!
Desculpem a ausência, mas foi providencial
balanço total,
parar com tudo e meditar
foi a solução encontrada.
de repente a gente acorda do nada
perde tudo... até o chão.
questiona, pensa e pensa.
o que fizemos com nossos dias?
anos?
investimento profissional ...
investimento sentimental ...
investimento humano ...
sou do século passado e ai ?
me senti a cigarra ( aquela da fábula) fumando cachimbo.
começar de novo, do começo.
batalhar o pão de cada dia
tarde?
talvez
mas necessário.
Puta merda ... como doeu e que MEDA !!!!
insegurança da porra ...
senti perdido...
aposentado sem aposentadoria
MASSSSSSSSSS
sou protegido por arcanjo do bom.
salve miguel, jorge, expedito, josé e maria e o menino azul dourado.
Tudo se arranjou.