Já é natal.
Não posso me conter.
em volta da mesa pessoas se juntam em nome do peru, do abacaxi da pinha,
dormem enfastiados, vomitam e peidam para os que nada tem.
sorrisos e choros de crianças mal criadas,
nunca se satisfazem com o que traz o velho gordo.
outras adormecem sobre o estômago oco,
sonham com altdors cheios de sorrisos e presentes vermelhos,
andam pelas ruas no ritmo dos sinos que os fazem lembrar que foram esquecidas.
solitários, trôpegos e famintos margeiam o canal procurando o pasto,
burros e jegues sopram e aquecem o prato vazio,
a estrela sumiu no meio da fumaça de veneno.
reis negros e brancos trocam tiros no bar da esquina delimitando o território.
Meu Deus !!!!!!!!!!!!!!!!
esqueceram o menino.